Pode existir paixão sem amor , mas não pode existir amor sem paixão.
De facto, o verdadeiro amor é um sentimento que duas pessoas nutrem uma pela outra, e não é um sentimento isolado. Cresce e desenvolve-se com o tempo, quando o tempo não é asfixiado. Nesse ponto concordamos.
Poucas são as coisas que conseguem ser eternas, mas como alguém disse “ que seja eterno enquanto dure”. Mais vale viver as experiências, os amores independentemente da duração, do que ficar à margem. É com os amores e com tudo o que uma relação envolve que aprendemos, crescemos e nos fortalecemos.
Causa me incómodo a banalidade com que as pessoas no geral utilizam a palavra “amo-te”. Felizmente nunca a utilizei sem que estivesse imbuído em tal sentimento, tendo apenas usado quando tinha a certeza do que aquilo que sinto alcança a carga que a palavra acarreta.
Se o amor para ti é a palavra dos pobres então deixa-me ser um pobre na certeza do amor que tenho; se amor é para aqueles que se limitam a não ver para além das janelas, então vejo e alcanço o mundo através das portas. Se o amor é para os que concentram no seu mundo, então eu sou o mundo de alguém e centralizo-me em quem realmente é importante.
Não sei que tipo de experiências amorosas teve, mas tendo em atenção as tuas palavras certamente que não atingiste o “estado” de amor.
Se há quem chame “problemas” ao amor então é porque o seu grande problema é esse mesmo: ter passado ao lado do amor. E esses que não amam e não se deixam amar, aqueles que preferem viver na corda bamba, os que preferem acordar todas as manhãs em diferentes camas frias, então com toda a certeza tem um problema. No entanto, são opções e/ ou fases.
Que vantagem tem a utilização da palavra “amo-te” quando tudo não passa de mera ilusão, quando se está a adiar o inevitável e a enganarmo-nos?
Digo-te com toda a certeza: é óptimo sentirmo-nos amados, amar e saber que quem está ao nosso lado não cai na vulgaridade. Quando souberes o que isso é e o que tal implica, então darás valor e poder-te-ás lembrar da minha resposta.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
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